Redes na Baía. Um flagrante de falta de respeito e pouca fiscalização

Guaratuba é conhecida também como destino favorito de pescadores esportivos de todo Paraná. O número de adeptos que vem de outras cidades aumentou consideravelmente nos últimos anos, entretanto, com a liberação das redes na Baía, a fartura de peixes simplesmente não existe mais e, junto com isso, o turista de final de semana também está diminuindo. Falamos daquele turista que vem para cidade para pescar, que guardam seus barcos no Iate Clube, marinas ou que trazem as embarcações em carretas.

Eles tomam café em panificadoras e lanchonetes,  eles almoçam e jantam nos restaurantes da cidade, enfim, movimentam nosso comércio. Junto com a liberação das redes, esse tipo de turista está em extinção, bem como muitas espécies de peixes de nossa maltratada Baía. Neste contexto se encaixam os pescadores que mantém suas embarcações no Iate Clube de Guaratuba, eles geram empregos e renda, movimentam a cidade por ocasião da realização de campeonatos promovidos ou apoiados pelo Clube e, principalmente, praticam a pesca esportiva, ou seja, o “pesque e solte” o que garante a preservação das espécies.

 

O outro lado

Virando a página, vemos o pescador artesanal e seus direitos em sobreviver com a pesca na Baía, evidentemente utilizando redes que podem ser armadas em locais previamente fixados e dentro da legalidade (o que não é respeitado pela maioria). Esse tipo de pescador retira das águas camarões, paratis, robalos, pescadas, bagres e outras espécies que são comercializadas geralmente aqui mesmo em Guaratuba.  Entretanto, esse mesmo pescador arma redes em época de defeso e captura robalos de todo tamanho, muitas vezes postando fotos de seus “feitos”, como há alguns dias quando dois “pescadores” publicaram fotos de vários robalos flecha acima da medida, num claro flagrante de desrespeito as leis e as autoridades que a fiscalizam.

 

Tiro no pé

Mas eles próprios (pescadores de caceio) também estão se queixando da escassez de pescados e também das espécies que já não são mais capturadas. Isso leva a crer que todos se sentem prejudicados e deixa nas entrelinhas que o impasse está muito longe do final, ao contrário do estoque de peixes na nossa magnífica Baía, que, ao que tudo indica, está fadado a desaparecer num futuro cada vez mais próximo.